Boas Vindas Balaio Materno

No mês em que meu primeiro fruto materno completa 3 anos dou boas vindas a mais um rebento, Balaio Materno chega para você e eu trocarmos nossas experiências, ou a falta delas, nossas dúvidas e sugestões, para compartilharmos aquilo o que mais move nossas vidas, Maternidade.
Funciona assim: eu jogo uma idéia no balaio, você joga a sua e nós vamos enchendo o cesto de dicas, idéias, sugestões e informações.
Aqui você também pode divulgar seu trabalho como profissional materna.
Sejam bem-vindos!
Saudações maternas
Namastê

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Normal x humanizado: você sabe mesmo a diferença?

Ótimo texto e bem esclarecedor para as mulheres que ainda tem dúvidas quanto a escolha do parto e o tipo de atendimento a esperar. Fazer uma escolha consciente, levando em conta a saúde física e psicológica da mãe e do bebê, é prioridade do trabalho humanizado desde o pré-natal até a chegada do bebê!

Bjus Maternos



Normal x humanizado: você sabe mesmo a diferença?

A expressão se popularizou, mas muita gente ainda não sabe o que é, afinal de contas, um parto humanizado.


Por Luciana Benatti


Um ambiente acolhedor, com pouca luz e música suave, para deixar a mulher mais à vontade durante o trabalho de parto. Para muita gente, é isso o que diferencia um parto humanizado de um parto normal hospitalar padrão.


Quando se fala em humanização da assistência ao parto, porém, há muito mais coisas em jogo do que a beleza das instalações e a gentileza no trato com as parturientes. Envolve também uma mudança de atitude: respeitar os desejos das mulheres.


“Existem dois tipos de humanismo: o que eu chamo de humanismo superficial, no qual o quarto é bonito e a mãe é tratada de maneira amável, mas a taxa de intervenções não diminui, e o que eu chamo de humanismo profundo no qual a profunda fisiologia do nascimento é honrada”, observa a antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd num artigo publicado pela revista Midwifery Today em 2007.


Mas a que intervenções exatamente ela se refere? Os procedimentos hospitalares realizados rotineiramente durante o parto são necessários para ajudar no processo natural, de modo a garantir a manutenção da saúde da mãe e do bebê, certo?


Errado. Essa é a primeira questão difícil de compreender: pesquisas científicas mostram que muitas das intervenções médicas praticadas atualmente no parto normal são, na verdade, desnecessárias e prejudiciais. No entanto, continuam sendo feitas. Por quê? Boa pergunta…


O uso rotineiro de enema (lavagem intestinal), de raspagem dos pelos púbicos, de infusão intravenosa (soro) e da posição supina (mulher deitada de barriga para cima) durante o trabalho de parto estão entre as condutas consideradas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar disso, fazem parte do protocolo de assistência de muitos hospitais e maternidades, sendo realizadas todos os dias, de forma indiscriminada.


O mesmo vale para para os procedimentos com o recém-nascido: na maioria dos hospitais, logo após o nascimento, os bebês têm as vias aéreas aspiradas pelo pediatra com o uso de sonda, mesmo aqueles que nascem saudáveis e que seriam capazes de eliminar por conta própria as secreções. Por outro lado, o contato pele a pele com a mãe, fundamental para o estabelecimento do vínculo, e a amamentação na primeira hora de vida, preconizada pela OMS, muitas vezes não são priorizados pela equipe.


No parto humanizado, por outro lado, nenhum procedimento é rotineiro: as intervenções são feitas de forma criteriosa e apenas quando realmente necessário.


A segunda questão complexa diz respeito à participação de cada um dos atores na cena do parto. Em nossa cultura, quem costuma ocupar o papel principal é o médico, que “estudou para isso”, como se ouve muito por aí. Nessa visão, cabe à mulher uma posição passiva. A última palavra é do profissional, pois o parto é um “ato médico”.


O movimento de humanização do parto, que cresce em várias partes do mundo, tem uma visão diferente: a mulher é protagonista do próprio parto e deve participar ativamente das decisões, em parceria com os profissionais que lhe dão assistência.


No parto humanizado, a mulher é incentivada a se informar e a fazer suas próprias escolhas. Seus desejos são acolhidos e respeitados.




Para ver quadro com algumas das principais diferenças entre o parto normal hospitalar padrão e o parto humanizado, acesse o link com o texto na íntegra http://casamoara.com.br/normal-x-humanizado-voce-sabe-mesmo-a-diferenca/.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Enxaqueca pode ser combatida com terapias alternativas

O mal atinge 75% da população brasileira
A enxaqueca é um desequilíbrio químico no cérebro que atinge 75% da população brasileira. Esse desequilíbrio causa dor de cabeça e mal estar como enjoo, vômitos, aversão à claridade, ao barulho e cheiros. 

Para amenizar seus sintomas, o tratamento é feito com a ajuda de remédios. No entanto, existem outras formas alternativas de amenizar o mal estar causado pela enxaqueca. 

Uma opção é através da aromaterapia. A técnica utiliza óleos essenciais extraídos de plantas. O odor delas age sobre o hipotálamo – parte do cérebro que controla as glândulas. O mais usado é o óleo de lavanda que elimina o estresse, aliviando a mente. 

Outra opção alternativa é a massagem. Ao estimular a circulação, ela melhora a imunidade do organismo. A massagem pode ser feita com o mesmo óleo usado na aromaterapia. 

Por Carolina Abranches

BemStar

terça-feira, 3 de abril de 2012

Doula - O trabalho de um Anjo

Segue um texto redigido pela minha mestre em "doulagem", Ana Cris Duarte. Foi durante o curso de doula que pude aprender mais sobre o maravilhoso trabalho que essas mulheres fazem há muito anos, e que eu acabei por me render também a essa arte. Hoje além de atuar como terapeuta, promovendo o bem estar físico e emocional das minhas clientes gestantes, sou doula, acompanhando e fornecendo todos os meios possíveis para que essa gestante tenha um parto humanizado, tranquilo e sonhado!

Doula - O trabalho de um Anjo
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente, a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.
O que a Doula faz?
Antes do parto, a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto, a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto, ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A Doula e o Pai ou Acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai, muitas vezes, não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a Doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da oxitocina
  • diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.
Fonte: Ana Cris Duarte - www.doulas.com.br