Nem sei como começar, ou seria, recomeçar, a escrever. Agora como além de jornalista, terapeuta, doula, mãe de DOIS filhos!
O pequeno grande Théo chegou em nossas vidas há 3 meses e 3
semanas. Ainda vivendo naquela fase de adaptação a rotina com um bebê, mudança de hábitos da família, noites mal dormidos e dias de intensa dedicação ao
novo bebê. E também criando espaços para a filha mais velha. Por hora minha profissão é SER MÃE. Com muito
orgulho!
Vou ganhando experiência, aprendendo a decifrar melhor cada chorinho, curtir os sorrisos e poder compartilhar aqui dessa maternagem regada a carinhos, amor, dedicação exclusiva. Não gosto de rotular as coisas então não vou dizer que partilhamos da idéia da criação com apego, cama compartilhada e afins. Prefiro usar um termo próprio e definir a criação aqui em casa como "criação com instinto".
Vou ganhando experiência, aprendendo a decifrar melhor cada chorinho, curtir os sorrisos e poder compartilhar aqui dessa maternagem regada a carinhos, amor, dedicação exclusiva. Não gosto de rotular as coisas então não vou dizer que partilhamos da idéia da criação com apego, cama compartilhada e afins. Prefiro usar um termo próprio e definir a criação aqui em casa como "criação com instinto".
No começo foi difícil saber ouvir esse instinto que todas nós mães
possuímos com nossas crias, apesar de ser o segundinho e ter aquela máxima que
o segundo é sempre mais fácil. Por aqui não foi bem assim. Criar filhos, para
quem cria os filhos com amor e responsabilidade, não é uma tarefa fácil
NUNCA.
Mas como eu ía dizendo, quando o Théo nasceu e as dúvidas
começaram, a rotina estafante começou a perturbar a sanidade e serenidade,
enfim...lá fui eu atrás de respostas nos livros, sites, artigos e afins.
Resultado: totalmente perturbada pelo excesso de "desinformação". Eu
tinha um bebezinho na frente para amar e cuidar, oferecer os meios para que ele
sobreviva a esse mundo e eu me enfiava de baixo dos livros. Na-na-ni-na-não!
Foi aí que uma luz se acendeu sob mim e eu senti que estava fazendo tudo
errado. De novo. Larguei mão das teorias, dicas infalíveis, regras e conselhos
para ir em busca da minha maternagem. Ufa, foi a melhor escolha que eu poderia
ter feito.
Hoje eu e o Théo estamos nos buscando diariamente. Ele tentando
conhecer o mundo, as coisas, as pessoas, decifrando a si mesmo, os seus sons e
seus movimentos descoordenados ainda. E eu olhando para ele mas atentamente,
com a alma, desapegada de pré-conceitos, despida de regras pré estabelecidas.
Fazemos amamentação em livre demanda pq sentimos ser melhor assim. Compartilhamos
a cama ás vezes, não há regra. Quando sinto que ele precisa mais do calor do
meu corpo dormimos juntos agarradinhos, mas nem sempre é isso o que ele
necessita. Por vezes ele dorme tranquilo e em paz no seu bercinho. Carrego ele
comigo para cima e para baixo no sling. As vezes tendo que dirigir ele tem que
se virar sozinho no bebê conforto, e ele com o tempo vai entendendo que a mamãe
também têm suas necessidades, como dirigir.
As coisas ficam muito mais leves quando vistas sob esse prisma. E
eu acabo relaxando e curtindo mais esse bebezinho que dá um trabalho danado mas
faz dos meus dias mais intensos e vivos!!!
Volto no próximo texto contando sobre ter mais um filho com APLV
(alergia a proteína do leite de vaca).
Namastê!
Claudia
