Boas Vindas Balaio Materno

No mês em que meu primeiro fruto materno completa 3 anos dou boas vindas a mais um rebento, Balaio Materno chega para você e eu trocarmos nossas experiências, ou a falta delas, nossas dúvidas e sugestões, para compartilharmos aquilo o que mais move nossas vidas, Maternidade.
Funciona assim: eu jogo uma idéia no balaio, você joga a sua e nós vamos enchendo o cesto de dicas, idéias, sugestões e informações.
Aqui você também pode divulgar seu trabalho como profissional materna.
Sejam bem-vindos!
Saudações maternas
Namastê

terça-feira, 14 de abril de 2015

THÉO, do latim Deus


Nem sei como começar, ou seria, recomeçar, a escrever. Agora como além de jornalista, terapeuta, doula, mãe de DOIS filhos! 
O pequeno grande Théo chegou em nossas vidas há 3 meses e 3 semanas. Ainda vivendo naquela fase de adaptação a rotina com um bebê, mudança de hábitos da família, noites mal dormidos e dias de intensa dedicação ao novo bebê. E também criando espaços para a filha mais velha. Por hora minha profissão é SER MÃE. Com muito orgulho! 
Vou ganhando experiência, aprendendo a decifrar melhor cada chorinho, curtir os sorrisos e poder compartilhar aqui dessa maternagem regada a carinhos, amor, dedicação exclusiva. Não gosto de rotular as coisas então não vou dizer que partilhamos da idéia da criação com apego, cama compartilhada e afins. Prefiro usar um termo próprio e definir a criação aqui em casa como "criação com instinto". 
No começo foi difícil saber ouvir esse instinto que todas nós mães possuímos com nossas crias, apesar de ser o segundinho e ter aquela máxima que o segundo é sempre mais fácil. Por aqui não foi bem assim. Criar filhos, para quem cria os filhos com amor e responsabilidade, não é uma tarefa fácil NUNCA. 
Mas como eu ía dizendo, quando o Théo nasceu e as dúvidas começaram, a rotina estafante começou a perturbar a sanidade e serenidade, enfim...lá fui eu atrás de respostas nos livros, sites, artigos e afins. Resultado: totalmente perturbada pelo excesso de "desinformação". Eu tinha um bebezinho na frente para amar e cuidar, oferecer os meios para que ele sobreviva a esse mundo e eu me enfiava de baixo dos livros. Na-na-ni-na-não! Foi aí que uma luz se acendeu sob mim e eu senti que estava fazendo tudo errado. De novo. Larguei mão das teorias, dicas infalíveis, regras e conselhos para ir em busca da minha maternagem. Ufa, foi a melhor escolha que eu poderia ter feito.
Hoje eu e o Théo estamos nos buscando diariamente. Ele tentando conhecer o mundo, as coisas, as pessoas, decifrando a si mesmo, os seus sons e seus movimentos descoordenados ainda. E eu olhando para ele mas atentamente, com a alma, desapegada de pré-conceitos, despida de regras pré estabelecidas. Fazemos amamentação em livre demanda pq sentimos ser melhor assim. Compartilhamos a cama ás vezes, não há regra. Quando sinto que ele precisa mais do calor do meu corpo dormimos juntos agarradinhos, mas nem sempre é isso o que ele necessita. Por vezes ele dorme tranquilo e em paz no seu bercinho. Carrego ele comigo para cima e para baixo no sling. As vezes tendo que dirigir ele tem que se virar sozinho no bebê conforto, e ele com o tempo vai entendendo que a mamãe também têm suas necessidades, como dirigir. 
As coisas ficam muito mais leves quando vistas sob esse prisma. E eu acabo relaxando e curtindo mais esse bebezinho que dá um trabalho danado mas faz dos meus dias mais intensos e vivos!!!
Volto no próximo texto contando sobre ter mais um filho com APLV (alergia a proteína do leite de vaca).

Namastê!

Claudia

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